Como calcular a frequência dos números na roleta (e o que ela realmente mostra)
Atualizado em 27/09/2026 · leitura de 1 minutos
Frequência é simplesmente quantas vezes cada número saiu em um conjunto de giros. É a base de qualquer estatística de roleta e também a mais mal interpretada.
Frequência absoluta e relativa
Frequência absoluta é a contagem: o 17 saiu 4 vezes em 100 giros. Frequência relativa é essa contagem dividida pelo total: 4 ÷ 100 = 4%.
Quanto cada número “deveria” sair
Numa roleta europeia (37 casas, de 0 a 36), cada número tem probabilidade de 1/37 ≈ 2,70% por giro. Então o valor esperado em N giros é N ÷ 37.
| Giros (N) | Esperado por número |
|---|---|
| 37 | 1 |
| 100 | ≈ 2,7 |
| 370 | 10 |
| 1.000 | ≈ 27 |
Observado × esperado
Comparar o observado (o que saiu) com o esperado (N ÷ 37) mostra quanto cada número está acima ou abaixo da média. Exemplo: em 370 giros, o esperado é 10; se o 5 saiu 16 vezes, ele está 6 acima.
Por que desvios grandes são normais
Com poucos giros, a variação é enorme. Em 100 giros é comum alguns números saírem 0 vezes e outros 6 ou 7. Isso é aleatoriedade, não “número quente”. Uma medida útil é o desvio padrão da contagem: √(N × p × (1 − p)). Em 370 giros, ≈ √(370 × 0,027 × 0,973) ≈ 3,1. Ficar entre 4 e 16 é perfeitamente normal.
Então para que serve medir?
- Organizar a sessão em números, em vez de impressão ou memória.
- Entender visualmente como a aleatoriedade se comporta.
- Acompanhar a própria banca e respeitar limites.
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